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Você já sabe, mas não custa lembrar: o pagamento da taxa de serviço em restaurantes, bares e lanchonetes não é obrigatório. Paga só quem acha que foi bem atendido. Os garçons do Almanara, do Ráscal e do America sempre perguntam aos clientes se podem acrescentar os 10% na conta. Deveria ser sempre assim. Mas tem gente colocando na conta mais que os 10% tradicionais.  O Olea Mozzarella Bar, por exemplo, cobra 11%. Fabio Diomelli, gerente da casa, justifica a cobrança: “Algumas casas noturnas cobram 12%, e o cliente é atendido no balcão. No nosso caso, o atendimento é nas mesas, por isso a taxa é de 11%”. No La Vecchia Cucina, a taxa é de 12%. A gerente Cristiane Maximo não quis dar nenhuma explicação. Talvez por não ter uma boa. “Não é nenhum motivo especial, não tem explicação”, afirma. O Fasano cobra 13% pelo serviço. O proprietário Rogério Fasano explica que a medida faz com que o funcionário não receba dinheiro “por fora”. “Nós recolhemos impostos sobre a gorjeta. O funcionário declara para o fisco que recebeu, e nós declaramos que pagamos”, explica. “Isso me custa mais caro, mas é o correto”. No caso do Olea, a reclamação é que a casa não deixa claro na hora da apresentação da conta que a taxa é de 11%. Só coloca “serviço”.  Segundo o Procon-SP, as cobranças acima do esperado devem ser avisadas previamente. Além disso, o Procon esclarece que, como o pagamento da taxa de serviço é opcional, o cliente não é obrigado a arcar com as taxas maiores, podendo ignorar a porcentagem e pagar somente os 10% tradicionais. Ou nem isso.

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(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Felipe Rau / AE)

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