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Os clientes começaram a ser avisados pelas toalhinhas de papel que servem de jogo americano nas mesas. Desde o último dia 1º de julho, José Rodolfo Silvério e Celso Ribeiro colocaram um ponto final na sociedade de sete anos nas lanchonetes Zé do Hamburger. “Ele queria expandir o negócio e eu sou a favor de ficar sempre próximo ao cliente e à qualidade da comida”, explica José Rodolfo. “A expansão exagerada pode causar impessoalidade e desvalorização do produto vendido”.

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A primeira Zé do Hamburger, na Rua Caiubi, inaugurada em 2008, ficará sob o comando de José Rodolfo, idealizador do negócio

Na divisão, José Rodolfo ficará com a primeira unidade da rede, inaugurada em 2008, na Rua Caiubi, em Perdizes. A casa passa nesse momento por uma nova ampliação. Já a unidade da Rua Itapicuru, aberta no mesmo bairro em 2010, será de Celso. A marca “Zé do Hamburger” também ficará com Celso. “Como ele quer expandir o empreendimento, é mais fácil manter a marca, que já tem visibilidade”, afirma José Rodolfo. “Não vejo o Celso como inimigo ou concorrente. Quem criou o conceito fui eu. Eu tenho o know-how”.

O nome, aliás, é uma referência ao pai de José, que trabalhava como açougueiro e era conhecido pelos vizinhos como “Zé do Açougue”. Para José Rodolfo, a busca pelo personagem “Zé” é um motivo pelo qual os frequentadores não deixarão de  procurar pela unidade da Rua Caiubi. “Meu pai era o Zé do Açougue e eu continuo sendo o ‘Zé do Hamburger'”.

O prazo para conclusão das obras da unidade Caiubi é de três meses. Só aí é que José Rodolfo apresentará o novo nome, já escolhido, mas mantido em segredo. “Será uma brincadeira para ironizar o fim da sociedade”, avisa. Outra novidade estará no cardápio. Pela primeira vez, ele venderá bebida alcoólica – apenas e tão somente um chope artesanal. “Minha intenção não é transformar a lanchonete em um bar”, pontua.

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A unidade da Rua Itapicuru será administrada por Celso Ribeiro, que pretende expandir os negócios e que ficará com a marca

Por terem se conhecido em um culto evangélico no bairro da Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo, os dois sempre descreveram a lanchonete como um “sonho que brotou do coração de Deus” – esse é um dos motivos para que não houvesse produtos alcoólicos na casa. Hoje, os dois também se afastaram na questão religiosa. José Rodolfo frequenta a igreja pentecostal Bola de Neve, no bairro da Lapa.

Procurado pela reportagem, Celso não respondeu às perguntas enviadas por e-mail, a pedido de sua assessoria de imprensa, no prazo estipulado para fechamento do texto.

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