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Die Walküre. Em português, A Valquíria, ópera de Richard Wagner, é a segunda das quatro etapas do ciclo O Anel de Nibelungo, maior obra do compositor alemão do século 19. Foi encenada no Teatro Municipal de São Paulo pela última vez na década de 1950, mas volta ao palco recém-restaurado no dia 17 deste mês. A montagem tem 4h45 de duração.

“Por mais que se diga que o Brasil não tem tradição em música clássica, temos muitas apresentações do gênero aqui”, diz o jornalista Marcos Fecchio, editor de webjornalismo da revista paulistana Concerto, especializada no mercado. “Só no mês de outubro, foram 173 apresentações do tipo em São Paulo”.

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Portanto, trabalho é o que não falta para a equipe da  revista, publicada há 16 anos. Ela traz os últimos acontecimentos no meio musical erudito brasileiro – a reportagem de capa deste mês trata da obra de – sim, dele! – Richard Wagner. Em meio a colunistas e reportagens, porém, charges relacionadas à música clássica dão um tom leve à publicação mensal: “Não é porque falamos de música de séculos passados que temos que fazer uma revista como as de séculos passados”.  São onze edições, além de um especial para janeiro e fevereiro, época morna nas câmaras, quando grandes nomes da música são convidados a comentar a temporada anterior. Cada exemplar custa R$ 11,90 em banca.

Tem mais: o podcast quinzenal Papo de Música, produzido pela mesma equipe, usa até Reginaldo Rossi na trilha sonora. É a música clássica sem pó ou teias de aranha.  O bate-papo entre Irineu Franco Perpetuo, crítico da Folha de S. Paulo, João Luiz Sampaio, crítico de O Estado de S. Paulo, o compositor e jornalista Leonardo Martinelli e Nelson Rubens Kunze, diretor da revista Concerto, serve para tirar o conceito de “coisa de velho” da música clássica.

Serviço
A Valquíria
Teatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Dias 17, 21, 23 e 25, 19h
Dia 19, 18h
Ingressos: R$ 15 a R$ 70

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação)

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