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Há quatro meses, cinco casas da Rua Caetés, em Perdizes, estão marcadas para demolição. Tapumes da construtora Exto, responsável pela obra, denunciam que os imóveis darão espaço a um novo condomínio residencial. Nas placas de madeira, uma mensagem apócrifa pede: “Não matem a pitangueira!”. Feito em tinta preta, simples e direto, o pedido se refere à árvore que fica em meio à área interditada para a construção.

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A pitangueira fica em frente à casa de número 84, um imóvel de dois andares. Sua folhagem ultrapassa a altura do sobrado, que já foi sede da Everest Imóveis – empresa que, desde o final do ano passado, mudou-se para a Rua Paulistânia, na Vila Madalena. Maria Lúcia Ramalho Munhoz, que comanda a imobiliária desde 1989, conta que a árvore ainda era pequena na época. “Era pouco mais alta do que uma pessoa”, diz a empresária. “A árvore cresceu junto com a gente ao longo das décadas”. Em época de pitanga, de outubro a janeiro, a árvore ficava carregada com as frutinhas vermelhas. O azar era de quem estacionava o carro debaixo dela. “Quando as frutas ficavam maduras, era uma sujeira só”, conta Maria Lúcia. O chão precisava ser varrido duas vezes ao dia.

Procurada pelo Blog do Curiocidade, a construtora Exto afirma que “fará o possível para que a planta permaneça no terreno, mas que isso dependerá de uma avaliação da Prefeitura Municipal na época de execução da obra”.

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