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Em 27 de setembro, este blog foi o primeiro a chamar a atenção para a falta de acento circunflexo na palavra “ônibus” estampada nas faixas exclusivas que se multiplicam pela cidade. Na ocasião, para não dar o braço a torcer e por também estar cometendo uma irregularidade, a CET deu uma desculpa esparrafada (leia aqui) para o erro ortográfico. Agora, na surdina, os acentos começam a aparecer. Todas as palavras “ônibus” dos 3,9 quilômetros da faixa exclusiva da Avenida Sumaré, na zona Oeste, apareceram acentuadas neste final de semana. A faixa foi inaugurada no dia 18 de novembro e, por ela, passam cinco linhas de ônibus. A saber: 117y/10 (Pinheiros/Cohab Antártica); 177y/10 (Pinheiros/Casa Verde); 778J/10 (Metrô Barra Funda/Jd. Arpoador); 778J/41 (Metrô Barra Funda/ Cohab Raposo Tavares) e 875H/10 (Metrô Vila Mariana/ Terminal Lapa).

onibus com acento

A faixa da Avenida Sumaré foi uma das mais criticadas pelos motoristas por causa justamente do pequeno número de linhas que passam por ela. “Não adianta colocar 400 ônibus nas faixas exclusivas, porque ela não andaria”, afirma Horácio Figueira, 61 anos, consultor em engenharia de trânsito, palestrante sobre segurança no trânsito e colaborador voluntário da Rede Nossa São Paulo. “O vácuo entre um ônibus e outro precisa existir. Se passasse um ônibus atrás do outro, seria uma burrada”.

Mas Figueira adverte que não basta pintar faixas se outras medidas não forem adotadas. Ele destaca algumas delas:

1. Aumentar a frota para aumentar a oferta de ônibus, principalmente nos horários de pico.
2. A Prefeitura deve implantar novas faixas de ônibus interligando diferentes zonas da cidade.
3. Melhorar a distribuição de passageiros por veículos. A SPTrans pode, pelo GPS, saber a posição do ônibus nas ruas da cidade. Só que ainda não existe um gerenciamento de distribuição homogêneo entre as linhas.
4.  Instalar um painel, em cada ponto de ônibus, sinalizando ao usuário quando tempo vai demorar para passar o próximo veículo. Com isso, os usuários conseguiriam programar melhor suas atividades.

Por enquanto, os paulistanos podem se virar com o aplicativo Buus, disponível para os sistemas iOs (Apple) e Android, que mostra quanto tempo falta para o próximo ônibus chegar. O aplicativo usa justamente os dados de GPS disponibilizados pela Prefeitura de São Paulo.

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