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A resposta é sim e não. Não é difícil imaginar que muitos passageiros, principalmente os mais apressados, esquecem objetos importantes dentro dos veículos dirigidos por motoristas com o aplicativo Uber. O que fazer para recuperá-los? “Sempre que um usuário deixa algo no carro de um motorista parceiro é possível entrar em contato com ele pelo próprio aplicativo”, afirma Gabriela Manzini, gerente de comunicação da Uber.

Funciona assim: no aplicativo, o usuário clica em “ajuda”, depois em “relatar um problema com esta viagem” e, por fim, em “itens perdidos”. Desse modo, o cliente entra em contato com o motorista e ambos acertam o melhor local e horário para o objeto esquecido ser entregue. Então não é mesmo uma central de Achados e Perdidos, certo? Não é bem assim. “Caso o usuário não entre em contato, o parceiro pode deixar o item esquecido nos centros de atendimento a motoristas parceiros Uber, localizados nas cidades em que operamos”, acrescenta Gabriela. Recentemente, o aplicativo investiu 200 milhões de reais em uma nova sede na cidade de São Paulo. Fica no bairro do Morumbi. Embora não seja uma central de achados e perdidos, em alguns casos, o local terá essa função também.

O Uber faz questão de pontuar que não tem responsabilidade sobre os objetos deixados no veículo e que seu papel nessa espécie de “achados e perdidos virtual” é apenas o de “intermediar o contato entre o cliente e o parceiro por meio do aplicativo”. Por isso mesmo não há um dado preciso sobre o número de peças deixadas para trás – segundo Gabriela são “milhares por semana”. Um levantamento recente, no entanto, mostrou que chaves, óculos de sol e carregadores estão entre os mais esquecidos na lista liderada pelos aparelhos celulares. Mas, se o passageiro ficou sem o celular, como irá avisar pelo aplicativo? “É só entrar em contato fazendo o login pelo site”, tranquiliza Manzini.

Celulares lideram a lista de objetos esquecidos nos carros do Uber

A lista de objetos esquecidos nos veículos guarda alguns itens inusitados como fogos de artifício, bolos de aniversário, ventiladores ainda embalados na caixa e um kit vinho. Achou que só os brasileiros têm a cabeça na lua? Pois saiba que mundo afora já foram esquecidos nos carros da Uber quadros, lagostas, violões, cadeiras, tacos de sinuca, máquinas de fazer fumaça, videogames, carrinhos de bebê e coletes à prova de bala.

Apesar da vida agitada e da pressa que são habituais, os paulistanos não são tão avoados. A maior cidade do país sequer aparece na lista das 10 que mais deixam objetos nos veículos da empresa no Brasil. A campeã foi São Luís, capital do Maranhão, seguida por Itajaí (SC). Além de São Luís, somente outras duas capitais marcam presença: Belém e Florianópolis, em terceiro e oitavo, respectivamente.

Um outro dado interessante: as pessoas costumam reclamar mais de objetos perdidos nos finais de semana. Foi num domingo, dia 30 de outubro de 2016 que a Uber bateu o recorde de pedidos por itens esquecidos em todo o mundo. O número de objetos não é divulgado.

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