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Nem adianta procurar. As lojas do McDonald’s não possuem caixas específicos para o atendimento a idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e portadores de deficiência. A Lei 10.048/00 determina que clientes nessas condições tenham atendimento prioritário. O McDonald’s garante que cumpre essa determinação. O publicitário Victor Marx e a mulher foram almoçar na lanchonete da Avenida Giovanni Gronchi na quinta-feira antes do Natal. Ela está grávida. Ao chegar, Victor perguntou pelo caixa preferencial e, segundo ele, a atendente informou que não havia nenhum. “Ela disse que iria perguntar para a gerente se poderia nos passar na frente”, relata. “Mas a gerente falou que a loja estava muito cheia para fazer isso”. Victor conta que outros clientes que estavam na fila se mobilizaram para que ele e a esposa fossem atendidos primeiro. “Quem nos colocou na frente foi uma senhora de idade, que também deveria ter atendimento preferencial”, aponta. A reclamação acabou nas redes sociais – e fez o maior barulho.

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Por meio de sua assessoria de imprensa, a rede informou que orienta seus funcionários a atenderem esses clientes prioritariamente sem que eles precisem pegar fila, em qualquer caixa. Mas, para o publicitário, a resposta do McDonald’s foi outra. “Como eu reclamei pelo Facebook e pelo Twitter, uma pessoa do McDonald’s me ligou”, conta. “Por telefone, ela me disse que as lojas tinham caixa preferencial, sim. Mas os funcionários dizem que não têm, que precisa pedir para o gerente. Deve ser um problema de treinamento do Mc Donald’s. Imagine um deficiente físico ter que ficar na fila.”

Mas por que não há nenhuma placa nas lojas do McDonald’s informando sobre o atendimento preferencial? A lei 10.048/00 obriga apenas as empresas de transporte público a reservarem assentos “devidamente identificados” para idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e portadores de deficiência. Já para as lanchonetes, como o McDonald’s, a única determinação é que seja feito o atendimento prioritário, sem especificações sobre número de caixas e placas informativas.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Andre Lessa/AE)

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