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No início da década de 60, o Terminal da Luz já não comportava a quantidade de embarques e desembarques paulistanos. A proposta de construir o maior terminal rodoviário do Brasil começou a ser planejada em 1977, em uma parceria do Metrô com órgãos do governo estadual e federal. O projeto, que foi assinado pelo arquiteto Renato Viegas e pelo engenheiro Roberto Mac Saden, teve suas obras iniciadas em janeiro de 1979. Três anos depois, na manhã de domingo, dia 9 de maio de 1982, o então governador de São Paulo, Paulo Maluf, inaugurou o Terminal Rodoviário Governador Carvalho Pinto, mais conhecido como Rodoviária do Tietê. Na época, era a maior rodoviária da América Latina e a segunda maior do mundo, ficando atrás apenas do Terminal Rodoviário de Nova York, nos Estados Unidos.

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O terminal, que funciona 24 horas e recebe diariamente 60 mil pessoas, ocupa uma área de 120 mil metros quadrados. São 121 bilheterias, 70 plataformas de embarque, 19 para desembarque e 74 lojas comerciais. Lá dentro, 61 empresas de ônibus atendem 1.033 cidades, de 21 Estados brasileiros. No terminal, ainda são feitas viagens internacionais para cinco países da América do Sul: Argentina, Paraguai, Peru, Uruguai e Chile. O trecho mais longo é justamente São Paulo – Santiago, capital chilena. São 3.883 quilômetros percorridos em quase 60 horas.

A rodoviária oferece dois estacionamentos. O primeiro, localizado na Avenida Cruzeiro do Sul, tem capacidade para 372 veículos. O segundo, que fica na Rua Prestes Maia, disponibiliza 580 vagas. Nos últimos 20 anos, o movimento na Rodoviária do Tietê sofreu uma queda de 44%. Ainda assim, embarca, em média, 11 milhões de pessoas por ano.

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