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Nelson Mandela era presidente do Congresso Nacional Africano quando visitou o Brasil com o objetivo de pedir recursos para sua campanha presidencial. Chegou ao Rio de Janeiro em 1º de agosto de 1991, trazendo apenas a roupa do corpo. As 39 malas da comitiva haviam sido retidas em Miami, nos Estados Unidos. Depois de um atraso de três horas, Mandela embarcou para São Paulo, em um avião da Força Aérea Brasileira. Quando finalmente chegou a Congonhas, deu de cara com calorosas boas-vindas de militantes da causa negra. Mandela e a mulher, Winnie, foram recepcionados pelo vice-governador do Estado de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, que os acompanhou até o Palácio dos Bandeirantes. Lá, convidados ansiosos já aguardavam havia quatro horas. Todos eles correram para a balaustrada ao redor do hall nobre e se reclinaram para ver Mandela entrar pela porta principal. Fazia cerca de 10 graus em São Paulo, e Nelson Mandela tremia de frio. O governador Luiz Antônio Fleury acabou lhe emprestando um pesado casaco de inverno. Quando Mandela e Winnie partiram, no dia 2 de agosto, Fleury os acompanhou ao aeroporto para as despedidas protocolares. A comitiva embarcou e as portas do avião foram fechadas. As escadas já iam ser retiradas quando, de repente, a porta se abriu. Quem saiu lá de dentro foi o próprio Mandela, que trazia algo nas mãos: o casaco do governador que havia esquecido de devolver.

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(História extraída do livro Os bastidores do Palácio, de Christine Starr, funcionária do Cerimonial do Palácio dos Bandeirantes)

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