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A área de 8.500 metros quadrados deixada pelo antigo Parque da Mônica, no segundo subsolo do Shopping Eldorado, já está ocupada por um novo empreendimento infantil: o parque KidZania. A ideia da atração é que crianças com idades entre 4 e 14 anos se divirtam ao assumir o papel de profissionais adultos, como médicos, chefs de cozinha, bombeiros, policiais e jornalistas, entre outros. A entrada do parque imita um aeroporto. Ao fazer o check-in para se aventurar na cidade fictícia, as crianças recebem 50 KidZos, a moeda do parque.

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Com capacidade para 1.800 pessoas, o espaço temático funcionará durante dois turnos diários de cinco horas: o primeiro das 9h às 14h e o segundo das 15h às 20h. O ingresso dá direito ao acesso ao parque em um dos turnos. Ao todo, serão 70 atividades disponíveis, com um tempo médio de 20 minutos cada, fazendo com que a criança consiga realizar em torno de oito atividades por visita. Ainda não há data definida para a inauguração, mas a previsão é que aconteça nesta segunda quinzena de dezembro. O preço ainda não foi divulgado. Apenas a título de curiosidade, os ingressos no KidZania em Santiago custam o equivalente a 50 reais para crianças e a 30 reais para adultos. No México, os preços são de 39 e 25 reais respectivamente, enquanto em Lisboa eles valem 67 e 34 reais.

A reportagem do São Paulo para Curiosos visitou a KidZania na reta final das obras e traz agora 10 curiosidades sobre o novo parque temático da cidade:

1. O primeiro KidZania foi construído pelo empresário mexicano Xavier López Ancona, em setembro de 1999, em Santa Fé, no México. Nessa época, o parque se chamava “La Ciudad de los Niños” (A Cidade das Crianças). Logo no primeiro ano, superou todas as expectativas e atraiu cerca de 800 mil visitantes. O negócio foi se expandindo, e o segundo parque abriu as portas em 2006, também no México, desta vez em Monterrey. No mesmo ano, veio a primeira unidade internacional, em Tóquio, no Japão. Em 2008, o parque trocou de nome e virou KidZania (Terra das Crianças), palavra mais fácil de ser assimilada globalmente. Hoje, são 17 parques em 17 cidades de 14 países: três no México, dois no Japão, dois nos Emirados Árabes, e um em Portugal, na Coreia do Sul, em Singapura, na Malásia, na Tailândia, na Índia, no Egito, no Chile e, agora, no Brasil. Em 2013, 6,5 milhões de crianças visitaram todas essas filiais pelo mundo.  Há previsão de mais oito unidades futuras (Arábia Saudita, Singapura, Filipinas, Qatar, Coreia do Sul, Inglaterra, Rússia e Estados Unidos).

2. O parque KidZania simula uma mini cidade e, como em qualquer outro país do mundo, conta com a sua própria bandeira nacional. Com o plano de ficar instalada na praça central do parque, em um mastro de 25 metros de altura, a bandeira mede 10 por 5 metros. Seu design é formado pelas cores vermelha, que representa a convicção apaixonada das crianças para melhorar o mundo; amarela, que significa a indiferença dos filhos para com os problemas dos adultos; e branca, que simboliza a pureza e esperança das crianças. Não haverá cerimônia de hasteamento da bandeira, mas será cantado o hino da cidade no começo de cada turno de diversões.

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3. Outra característica típica das cidades e que não poderia faltar na KidZania são as placas de ruas. Pontes, ruas e praças recebem como nome alguns valores importantes para as crianças, como a união, a igualdade e a amizade. Outros princípios também são passados para os pequenos por meio de cinco personagens temáticos presentes nas KidZanias de todo o mundo. Os dois meninos são Urbano e BeeBop, que defendem o saber e o criar. As garotas são Chika e Vita, responsáveis pelo direito de compartilhar e cuidar.  E o cachorro é Bache, guardião do direito de brincar.

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4. Por ser uma cidade fictícia, a KidZania é composta por ruas, quarteirões e réplicas dos estabelecimentos representativos de uma cidade, como hospital, quartel de bombeiros, supermercado, salão de beleza e estação de rádio.  O projeto foi feito no México e executado por cerca de 1.500 brasileiros. Construído ao longo de dois anos e meio, o cenário usou 120 toneladas de aço, 5 mil metros quadrados de placa de reboco e 6 mil itens de tematização.

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5. Ao chegar ao segundo subsolo do shopping Eldorado, o público depara com uma cabine de avião que atravessa a parede. Nela, funcionará um simulador de voo para a criançada viver a experiência de ser piloto em uma estrutura de um avião real. A carcaça, comprada em Campinas (SP), teve os primeiros ajustes feitos no aeroporto de Viracopos. No dia 15 de novembro de 2013, ela foi transportada até o estacionamento do shopping, onde ficou por cerca de uma semana – se fosse um carro, teria que pagar um valor de R$ 518. A instalação da estrutura da cabine no parque durou 22 horas e contou com o trabalho de 70 pessoas. Confira mais sobre essa operação no vídeo:

6. Para acompanhar o trabalho das crianças, a equipe do KidZania do Shopping Eldorado é formada por 438 monitores, divididos nos dois turnos. Uma média de três monitores orientará a garotada em cada atividade. Uma característica própria da KidZania são as saudações feitas entre as crianças e os monitores. Em vez de “oi”, por exemplo, é dito “kai”, ao mesmo tempo em que se faz o símbolo da letra “k” com os dedos indicador e médio sobre o peito direito. Vale lembrar que o parque de diversão Hopi-Hari, inaugurado na cidade de Vinhedo (SP) em 1999, nasceu com bandeira e até língua própria (tenho até hoje o dicionário que comprei na minha primeira visita), mas hoje ninguém mais se lembra disso.

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7. Além do acompanhamento dos monitores, o parque temático conta com uma ampla infra-estrutura de segurança. De todas as unidades, a KidZania do Brasil é a que mais tem câmeras de segurança (são 332, contra as 65 da unidade do Chile). Outro esquema de segurança previsto é uma pulseira de monitoração colocada no punho da criança no momento em que ela faz o check-in para entrar na cidade. A pulseira serve como um rastreador, fazendo com que os pais consigam saber a localização das crianças por meio de um totem eletrônico. Na pulseira também são cadastradas informações úteis, como o telefone de contato dos responsáveis.

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8. Outra questão de segurança está presente na estrutura dos estabelecimentos. Para evitar que as crianças prendam o dedo nas portas, por exemplo, deixou-se um vão em cada uma. Esse espaço livre entre a parede e a porta foi calculado com as medidas da mão de um adulto, para ter a certeza de que as mãos das crianças passem sem risco.

9. Ao contrário de outros parques de diversão, a KidZania não conta com uma praça de alimentação. Para as crianças, existem fábricas de pizza, de hambúrguer e de chocolate, em que elas serão convidadas a preparar o próprio alimento. Essa atividade é paga com moedas KidZos, que também podem ser aplicadas em operações financeiras no banco da cidade (Bradesco) ou gastas em atividades pagas. O Parque da Mônica, que funcionou no Shopping Eldorado de 1993 a 2010, tinha uma agência do Banco Nacional e outra dos Correios. Para matar a fome dos adultos acompanhantes, haverá uma franquia da pizzaria 1900, uma da lanchonete Burger King e uma da Kopenhagen, cujos produtos deverão ser pagos com dinheiro de verdade (é bom avisar, né?). A KidZania não venderá refrigerantes, mas apenas água, sucos e água de coco. Os pais terão uma sala de espera, com wifi, mas sem aparelhos de televisão.

10. Algumas atividades são obrigatórias nas KidZanias de todos os países, como o aeroporto, o banco e a universidade. Outras variam de acordo com a cultura de cada região. Em Tóquio e Koshien, no Japão, funciona uma fábrica de bolinhos de arroz. Aqui no Brasil, a novidade é a Missão Unicef, em que as crianças poderão trabalhar como um agentes voluntárias, avaliando a nutrição e aplicando vacinas em bonecos, fazendo kits de emergência e coletando doações em KidZos.

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(Com fotos e reportagem de Beatriz Duarte)

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