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Depois de sete anos, o ator e apresentador Fabiano Augusto, 37 anos, está de volta aos comerciais das Casas Bahia. Entrou no ar na última sexta-feira um comercial que não faz alusão ao bordão que ele celebrizou (“Quer pagar quanto?”), mas trata do período em que ele anunciava as promoções da loja. “Nem no meu tempo tinha preço tão baixo assim”, diz ele na nova propaganda.  Fabiano Augusto está em cartaz com o espetáculo infantil “A história do incrível peixe-orelha”, no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, que fica em São Paulo até o dia 31 de março. Em abril, a peça viajará pelo Brasil. No mês de maio, Fabiano tem planos de se mudar para o Rio de Janeiro. Ele começará os ensaios do espetáculo “Enlace”, baseado em texto do Papa João Paulo II, que será encenada a partir de julho no Teatro Imperator, no bairro do Méier. Sobre esse retorno, Fabiano Augusto conversou com o Blog do Curiocidade:

Fabiano-Augusto

Como foi o convite para estrelar esse novo comercial das Casas Bahia?
Foi tudo muito rápido. Para a campanha de março, queriam mostrar que os preços estavam mais baixos que no passado. Meu nome apareceu logo de cara e me chamaram.

Pode ser o primeiro passo para seu retorno?
Acredito que não. O pessoal da agência Young disse que seria algo bem pontual. Seria uma brincadeira. Assinei um contrato por duas semanas. Passei a semana passada gravando. Foi muito divertido rever os amigos. Tenho muito contato com o pessoal de lá.

O que você fez nesses sete anos?
Fiquei no ar para as Casas Bahia de 2002 a 2006, mas ainda tive contrato por mais um ano. Morei em Nova York por um ano. Fiz muito teatro, dirigi shows, fiz coisas que nunca tinha feito. Uma das melhores coisas desse período foi “Enlace – A Loja do Ourives”, musical inspirado numa peça escrita pelo Papa João Paulo II, mas sem conteúdo religioso. Montamos em São Paulo em 2012 e agora o musical vai para o Rio de Janeiro em julho.

Nenhum convite da TV?
Depois de quatro anos de superexposição, o que eu menos queria naquele momento era aparecer. Os comerciais da Casas Bahia eram o que mais se via na TV. Eu aparecia muito mais que qualquer apresentador de telejornal ou qualquer apresentador de programa diário. No fundo, foi muito bom ter dado um respiro. Recentemente apresentei a final do “Jornada da Matemática”, game da Secretaria Estadual de Educação, que foi ao ar pela TV Cultura.

Não apareceram convites para outros comerciais?
Fiz alguns comerciais, sim, mas recusei outro tanto. Quando as pessoas me ligavam e diziam “eu quero o cara das Casas Bahia”, eu recusava. Eu explicava que aquele personagem pertencia àquela empresa. Não poderia fazer a mesma coisa. Também recusava comerciais que ficavam querendo remeter ao personagem das Casas Bahia. Não gosto dessa história de “topa tudo por dinheiro”.

Nesses período de superexposição, você foi bastante criticado e ironizado. Havia até uma página no Orkut chamada “Eu odeio o chato das Casas Bahia”. Você não teme que essa volta traga também novamente esse bullying?
Desta vez, o personagem voltou mais calmo, mais tranquilo, embora você precise sempre de muita energia para fazer um comercial. Numa propaganda, você só tem 30 segundos para chamar a atenção do espectador e dar o seu recado. Comercial é uma coisa chata mesmo. Agora serão apenas duas semanas. E, na minha opinião, alguém tão inteligente que resolve criar um blog ou um site para falar de você, no fundo, não te odeia tanto assim.

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