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“Conheci a produção de cacau baiana e me maravilhei”, conta Juliana Motter, proprietária da Maria Brigadeiro e autora do “Livro do Brigadeiro”. Ela está à frente agora da Expedição para Chocólatras, que acontece entre os dias 2 e 7 de julho e é dedicada a divulgar o cultivo nacional de cacau gourmet.

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A expedição passa pelas cidades de Itacaré, Ilhéus e Salvador, visitando lavouras de cacau e conhecendo os pequenos produtores baianos. Na capital, os viajantes frequentarão o Salon du Chocolat, feira internacional dedicada ao chocolate, que acontecerá pela primeira vez no Brasil. Durante a hospedagem em hotéis de luxo, como o Makenna Resort em Ilhéus, será feita uma degustação de chocolates nacionais conduzida pela francesa Chloe Doutre-Roussel. O jantar do primeiro dia conta com um menu desenvolvido pela própria Juliana, com direito a chocolate em todas as etapas da refeição.

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O passeio, que custa a partir de R$ 4.932, é indicado, principalmente, a quem trabalha com chocolates e gastronomia, mas também é indicado aos apaixonados pelo doce. São apenas oito vagas e as inscrições vão até o fim da semana. Juliana Motter contou ao Blog do Curiocidade um pouco mais sobre a viagem:

Por que a viagem está sendo chamada de “expedição”?
Além de ser uma oportunidade para que as pessoas descubram coisas novas, que explorem o mercado de cacau brasileiro, faremos jus a uma verdadeira expedição. Tirando as viagens maiores de avião, todos os trajetos e passeios serão feitos a bordo de carros 4X4.

A produção de cacau na Bahia está novamente em ascensão?
De uma maneira diferente do passado. O Brasil já foi o maior exportador de cacau do mundo. Ilhéus, por exemplo, é uma cidade conhecida por ter sido muito rica no passado. O glamour vinha de dinheiro da venda de cacau em larga escala. No entanto, durante a década de 80, as lavouras baianas foram atingidas por uma praga chamada vassoura-de-bruxa, que dizimou as plantações. Boa parte dos grandes produtores abandonou o negócio. Os que ficaram decidiram investir em novos cruzamentos, elaborando variedades que só existem por aqui.

O que é que o cacau baiano tem de diferente?
Depois que os grandes produtores deixaram a região de Ilhéus, os fazendeiros dedicados ao cacau passaram a ter lavouras bem menores para evitar novas pragas. Isto faz com que haja cuidado muito maior com a produção, resultando em qualidade superior. O cacau gourmet produzido na Bahia não é feito para vendas em larga escala, pois é muito superior ao nível de commodity. Fabricantes nacionais de chocolate, ainda sem consciência do potencial do produto brasileiro, acabam importando cacau de outros países, como a Venezuela. É preciso mostrar isso aos brasileiros.

Serviço:
Goute – Gourmet Travel Experience
9649-7337

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação)

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