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São Paulo foi a primeira cidade do mundo a homenagear o empresário Rafik Hariri, ex-primeiro ministro do Líbano (1992 a 1998 e 2000 a 2004), assassinado em um atentado com um carro-bomba no dia 14 de fevereiro de 2005, na capital Beirute. Uma estátua do político foi inaugurada em novembro de 2005, na Praça Cedro do Líbano, que fica na Avenida Brasil, no Jardim Paulista. A praça está localizada em frente ao Consulado Geral do Líbano na cidade. A escultura em bronze foi feita pelo Instituto Futuro, uma ONG criada há 11 anos por libaneses naturalizados brasileiros. A cerimônia contou com a presença do filho de Rafik. “Fizemos uma estátua dele aqui no Brasil antes mesmo de uma ser colocada no Líbano”, conta Suheil Yamout, presidente da ONG, que vive no Brasil desde 1990. “A história que Rafik construiu foi muito importante. Sem contar que ele visitou duas vezes o Brasil e contamos com cerca de 10 milhões de descendentes libaneses em nosso território”.

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Estátua em broze do ex-primeiro ministro do Líbano, Rafik Hariri

Mas as homenagens não pararam por aí. Em 2012, o Instituto Futuro (que recebeu o mesmo nome do partido de Rafik) recebeu a concessão da Praça Cedro do Líbano no programa de conservação de áreas públicas da Prefeitura de São Paulo, e resolveu transformá-la em uma memorial para o político. Para lembrar os 10 anos da morte, o instituto instalou um painel informativo junto à estátua. “No pedestal da estátua, havia uma placa com o nome e as datas do nascimento e da morte dele, mas ela foi roubada”, explica Youssef Sleiman, arquiteto e responsável pelo projeto gráfico do pequeno memorial. “Por isso, além de informar, o painel acabou servindo como um substituto de identificação”.

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Após 10 anos da morte de Rafik Hariri, o painel informativo provisório que foi colocado em sua homenagem na Praça Cedro do Líbano

Formado por sete placas, o memorial tem breve biografia de Rafik, seu histórico político, os prêmios que ganhou, os últimos movimentos sociais e o funeral. O trabalho custou 2 500 reais e ficará exposto ali só até o final de junho. Depois desse prazo, a ONG planeja um reforma na praça para torná-la um memorial definitivo. “O objetivo de nosso instituto é reproduzir a verdade, mas sem gerar  a vingança”, explica Sleiman. “Por mais que o tribunal já tenha divulgado os nomes dos culpados pela morte de Rafik, nós não os citamos nos painéis. O legado que ele deixou para nós foi de sempre unir o povo libanês. Esse é o nosso propósito”.

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