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A Vivo foi assunto nos últimos dias por causa do vídeo que fez junto à 02 Filmes e à agência Africa para a música Eduardo e Mônica, do Legião Urbana. Com 5 milhões de visualizações, a história do famoso casal foi o comercial online mais caro feito pela empresa até 2011. Mas será que os Eduardos e as Mônicas do Brasil, homenageados pela Vivo, estão satisfeitos com os serviços prestados pela empresa?

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Resolvi dar uma conferida no Reclame Aqui, site criado para que consumidores expressem suas insatisfações com os mais variados serviços. Qualquer pessoa possa efetuar cadastro e expor a situação aos internautas. A reclamação ganha visibilidade e as companhias se mobilizam mais rapidamente para solucionar os problemas.

No ranking das mais reclamadas em 2010, elaborado pelo Reclame Aqui, a liderança é de sites de vendas e empresas de telefonia e televisão por assinatura. Das 11 primeiras colocadas, apenas duas simplesmente ignoram as reclamações: Oi (9º lugar), com nenhuma das 8092 mensagens atendidas, e Vivo (11º lugar), que não atende queixas pelo site desde 2008, com 6783 delas sem resposta. Selecionei algumas delas. Só de Eduardos e Mônicas.

Mônica Aparecida Moreira diz que os pais idosos não aguentam mais as ligações diárias que recebem da Vivo. “Meus pais estão incomodados em passar o dia inteiro atendendo os operadores da Vivo para dizer que não conhecem a pessoa que eles procuram e pedindo para não ligarem mais”.

Eduardo Ferreira da Silva reclama que está com problemas em seu modem 3G: a internet está muito lenta e aquém do prometido pela empresa. “Agora estou navegando a 18kbps, não dá para ver nada. Espero ser ressarcido ou que desbloqueiem a internet”.

Mônica Vanessa Pinto não consegue usar o bônus que tem para falar entre celulares da mesma operadora. “Nada de resposta até agora. Fui para Belo Horizonte e não consegui fazer ligações, e a Vivo diz que eu tenho R$ 2653,09 de bônus. Como, se não posso usar?”

Eduardo Albuquerque da Silva comprou um netbook e ganhou um modem da Vivo de brinde. Só que a empresa se recusou a entregá-lo na casa dele, já que considerava o bairro dele (Guaianases, na zona leste de São Paulo), uma “área de risco”. “Graças a Deus esta empresa não é um hospital”, escreveu ele.

Esta Mônica não diz o sobrenome, mas não está nem um pouco satisfeita com as cobranças que ainda recebe pela conta 3G que cancelou. Além disso, o modem novo não funciona. “Cada vez que telefono para o 1054 fico por volta de 2 horas com o atendente. Já foram mais ou menos 12 vezes e não resolvi nada”.

Eduardo Aguiar diz que recebeu mais de 100 mensagens de texto tarifadas de um serviço de notícias que não solicitou – mesmo após pedir o cancelamento.

Outra Mônica diz que não recebeu o aparelho que o namorado – seria o Eduardo? – comprou pela loja virtual da Vivo, mas que a empresa declara o produto como entregue.

A lista é imensa. Poderia ficar maior ainda se colocássemos os outros homenageados pelo comercial – Alessandros e Tatianas, Rafas e Marianas, Déboras e Clovis, Marcos e Claudias,… Ah, Vivo, responde para esse pessoal, vai! Pode ser chamada a cobrar…

(Com colaboração de Míriam Castro)

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