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A Casa do Faz e Conta, que completou um ano em maio, é um endereço diferente. Criado pela atriz e contadora de histórias Ana Luísa Lacombe, o espaço é dedicado à arte da contação. Lá, acontecem palestras, oficinas saraus e apresentações relacionadas ao tema.

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Ana Luísa Lacombe em contação na Casa do Faz e Conta. Foto: Divulgação

O curso principal se chama “A Arte de Contar Histórias” e é dividido em dois módulos. Na etapa conceitual, Ana Luísa apresenta  um panorama geral do universo das histórias e suas origens. Depois, a parte prática propõe um estudo sobre o uso da voz e do corpo para melhorar a narração. “Ensinamos tudo a partir de conceitos bem básicos”, conta Ana Luísa. “Na primeira aula, os estudantes aprendem a diferenciar tipos de história e como lidar com temas difíceis, como o medo”. Durante o curso, cada aluno é incentivado a elaborar a narrativa de uma história. Cada uma é apresentada no último dia, durante um sarau.

Além do curso principal, são realizadas oficinas com temas relacionados à contação. Para o mês de julho, por exemplo, Ana Luísa promete um curso de composição de músicas: “É muito comum inserir canções em histórias”, conta. Cada turma comporta, no máximo, 20 alunos. Periodicamente, a atriz abre inscrições para grupos de alunos, mas é possível se cadastrar e ficar em uma lista de espera pelo próximo curso. “Começamos a montar turmas quando quatro alunos estão na lista de interesse”, afirma a proprietária.

Ana Luísa Lacombe falou um pouco mais ao Blog do Curiocidade sobre os cursos de contação:

Qual é a técnica mais valiosa ensinada nos cursos?
Logo no começo, os alunos aprendem sobre a importância da contação, e acho que isso é o mais relevante. Eles aprendem que contar histórias é essencial para a sobrevivência do ser humano. Desde pequena, toda pessoa precisa das histórias e lendas para compreender o mundo em que vive, para fazer relações e perceber tudo que existe a seu redor.

As técnicas de contação só valem na hora de entreter crianças?
Não! Servem também para contar histórias para adultos. É claro que algumas adaptações são necessárias. A linguagem usada, por exemplo, é uma das principais diferenças. Com crianças, você precisa estar pronto para interação constante com o público. A criança fala alto, interrompe, acrescenta coisas novas à história. Enquanto isto, o adulto não costuma interagir, mas fica concentrado nos detalhes do que falamos.

Como se preparar para contar histórias?
Antes de tudo, é preciso ver se a pessoa gosta da história como um gênero. Não dá para falar sobre algo de que você não gosta. Recomendo ler muitos contos populares, fazer uma imersão em histórias populares de outras culturas. Quem lê muito tem vantagem, já que vai construindo seu próprio repertório para a contação.

Serviço:
R. Luís Martins, 36, Lapa, 6305-8085

(Com colaboração de Míriam Castro)

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