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Henrique Sitchin e Karina Prall formam aquele tipo de casal que assiste a filmes com tanta atenção que percebe até os erros de continuidade. “Por isso, quando fizemos a primeira visita a um escape room, ficamos viciados”, diz Sitchin. Passaram a conhecer todos. Escape rooms, ou jogos de fuga, são salas temáticas em que o grupo de participantes tem uma hora para resolver um caso a partir de charadas e dicas espalhadas pelo cenário e deixar o local. O parceiro dos dois nessas aventuras sempre foi o filho Caíque, de 10 anos: “Nunca tinha visto ele tão atento e interessado em alguma coisa que não fosse futebol”, afirma o pai. “Mas reparei que, em alguns momentos, ele perdia um pouco do interesse. Como os desafios são sempre para adultos, era difícil acompanhar”. Nasceu então a ideia de fazer um escape totalmente voltado para crianças entre 7 e 12 anos:  o Escape Júnior. “Elas ficam felizes quando conseguem superar esses desafios. Por isso, o que fizemos foi criar histórias mais fáceis e com mais pistas pelo caminho”, conta ele.

Escape Júnior abre as portas no mês de setembro na Vila Leopoldina, zona oeste

De lá para cá foram pouco mais de três meses preparando as quatro salas – O Sótão do Colégio, A Criatura, O Laboratório do Dr. Maquiavel e O Porão do Navio Pirata. O espaço deve abrir as portas oficialmente no dia 16 ou 23 de setembro em um galpão alugado de 300 metros quadrados na Vila Leopoldina, na zona oeste. As salas terão o mesmo tempo de duração dos escapes tradicionais (uma hora) e um preço, segundo Sitchin, “um pouco menor” que os 80 reais por pessoa que em média são cobrados nos escapes adultos: “Vamos apostar em salas temáticas sobre Ciências, Matemática, piratas… Coisas que as crianças gostam”, promete. As histórias, as charadas e os cenários foram bolados por Karina e Henrique, que têm longa experiência em trabalhar com crianças. Ele é um criadores da premiadíssima companhia de teatro de bonecos Truks, que existe desde 1990.

Sala temática representando barco pirata é uma das apostas de Henrique Sitchin

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Sitchin conta que as quatro salas terão monitoramento integral e que as crianças que precisarem de auxílio para resolver os problemas poderão contar ou com os pais ou com os monitores do local: “A ideia é que essas pessoas ajudem com uma dica ou outra, mas não resolvam as charadas no lugar das crianças”, aponta. Segundo ele, as salas foram desenvolvidas para que os participantes consigam resolver pelo menos parte do mistério: “Um dia fomos a um escape e praticamente não saímos do lugar. Nós, adultos, até lidamos melhor com essas coisas, mas para as crianças isso seria muito frustrante”, acredita.

“Criança ficam felizes quando conseguem superar desafios”, aposta Henrique Sitchin

Nos próximos dias, Caíque, que já foi uma espécie de consultor dos pais ao longo dessa jornada, e vários de seus amigos invadirão o Escape Júnior para a fase de testes: “Queremos ver, na prática, o que funciona e o que não funciona”, antecipa Henrique. “O Caíque já ficou alucinado quando viu uma tabela periódica gigante na sala de ciência”, comemora o empreendedor.

Até o dia 30 de outubro, o Escape 60, na Avenida Rebouças, tem uma sala dedicada a crianças de 5 a 12 anos com a temática “DPA – Detetives do Prédio Azul”. Trata-se de uma ação promocional do canal pago Gloob para o lançamento do longa-metragem nos cinemas.

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