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A cartilha Caminho Suave foi criada em 1948 pela professora Branca Alves de Lima. O método relaciona letras e sílabas do alfabeto a desenhos. Enquanto a letra “e” é a tromba de um elefante, uma torre de igreja forma a letra “i”. Hoje, a criação de Branca Alves de Lima não é mais usada em colégios. Ela foi removida do catálogo do MEC. “Na década de 90, os pedagogos condenaram o método e isso foi um baque para ela”, diz o editor Jair Lot Vieira, que comprou os direitos de distribuição da cartilha em 1981. Branca faleceu em 2001. De acordo com Vieira, os produtos são mais procurados por cursos de alfabetização de adultos ou por pais que aprenderam a ler com as figuras e compram o material para apoiar a educação dos filhos. “Eu fui alfabetizado com a Caminho Suave, assim como milhões de brasileiros”, afirma.

caminhosuave

Este mês, Vieira irá lançar a versão atualizada da Caminho Suave com o novo acordo ortográfico. Já tem em catálogo outros quatro livros, pôsteres e até um baralhinho com a marca. O baralho, criado pela professora Branca, tem ilustrações idênticas às da cartilha. Na parte frontal, fica a letra ou sílaba em um fundo vermelho. No verso, aparece o desenho. Na versão original, a caixa vem com 57 cartas. A atualização, no entanto, aumentou esse número para 60 – com o acordo ortográfico, foram acrescentadas ao alfabeto as letras K, W e Y. As ilustrações novas representam as palavras “kart”, “watts” e um menino chamado “Yuri”. O baralho custa R$ 21,90 e está à venda na Livraria Saraiva.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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