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O restaurante andino Suri fez uma mudança no cardápio e acrescentou, entre outros pratos novos, dois cechives. Um deles se chama Tigarah – em homenagem à cantora japonesa que se inspira no funk carioca para suas músicas (o outro ganhou o nome de Macarena). Leva camarão, polvo, peixe branco, cebola roxa, ceboulette, sauté de shimeji e cogumelo paris e ovas de massagô, comum na culinária japonesa. O chef colombiano Dagoberto Torres, um dos cinco sócios da casa, contou ao Blog do Curiocidade como foi a escolha do nome para o prato.

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Por que dar ao ceviche o nome de Tigarah?
Nos últimos tempos, tenho visitado muitos restaurantes de origem asiática. A ideia de fazer um cheviche que lembrasse aquele sabor vem dessas visitas. Precisava de um nome apropriado para um prato de origem sul-americana com influências japonesas. Aí encontramos a Tigarah. Uma menina japonesa que veio para o Brasil e encontrou o funk carioca. É chamada em seu país de “musa do funk carioxa”. É uma história muito boa, achamos que tem tudo a ver! Não é sempre que batizamos os pratos. A cada três meses, os sócios se reúnem para criar novidades e eleger nomes.

Os clientes costumam perguntar o significado do nome?
Sempre. As pessoas perguntam na hora: “O que é Tigarah?”. Aí o garçom explica que é um ceviche com camarão, polvo, peixe branco… E os clientes dizem: “Não, eu quero saber o que é Tigarah!” Já teve cliente que veio me mostrar o vídeo da cantora no iPhone (risos).

Que importância tem o nome do prato para a escolha do cliente?
O nome do prato, em muitos casos, cria expectativas. Nós demos o nome e fizemos uma descrição no cardápio, mas acho que os clientes ficam muito intrigados de saber o porquê dos nomes. O ser humano, por natureza, tem essa fome de conhecimento.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de divulgação)

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