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A perna é de um móvel, o encosto de outro e o estofado de uma camiseta antiga. Os “móveis monstros”, feitos pelo coletivo Usina da Alegria Planetária, em Cotia, na Grande São Paulo, são uma alternativa sustentável para os  móveis que são despejados nas ruas e em caçambas da cidade. O coletivo existe desde 2008 e é composto por arquitetos, cenógrafos e pessoas envolvidas com as artes plásticas que realizam projetos de reaproveitamento de materiais. Eles fazem também sacolas, roupas e bijoux.

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Os móveis chegam à Usina das mais diversas formas para serem modificados. Muitos são achados nas ruas  e outros são doados por famílias que não querem simplesmente se desfazer das peças. Alguns materiais vêm de apartamentos decorados de lançamentos imobiliários. O processo de transformação envolve o “desmembramento” dos móveis,  a separação dos materiais em bom estado e a elaboração de uma nova peça.

Segundo Renato Rebouças, um dos  idealizadores do projeto, a ideia da mistura de estruturas distintas resulta na troca de experiências e na reintegração dos materiais à vida útil. “Cada peça é única, elas chegam no estado bruto e é selecionado o que vai ser desmontado e lixado para virar algo novo, hibrido e original”.

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A demanda é variada e as peças são utilizadas como decoração de lojas, ambientes residenciais e cenografia de peças de teatro e exposições. A peça  “A Pulga do Arquiteto”, da Cia. Linhas Aéreas, concorreu a melhor cenografia no Prêmio FEMSA de Teatro Infantil no ano passado com um cenário composto pelos móveis monstros. Não existe uma tabela de preços para o trabalho do coletivo, mas a transformação dos móveis por encomenda  não sai por menos de 100 reais. Fatores como prazo, tamanho e materiais influenciam no valor. No galpão em Cotia existem algumas peças para pronta entrega.

Serviço:
Coletivo Usina da Alegria Planetária
Rua das Nectarinas, 200, Jardim das Cerejeiras – Cotia/SP – 4703-5614
usinadaalegriaplanetaria.blogspot.com.br 

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