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Ao sair da estação Faria Lima, da linha 4-Amarela do Metrô, que fica no Largo da Batata, a figurinista Maria Helena Souza andou por cima de um gradil, que é também uma  saída de ar. E que saída de ar! A barra de seu vestido foi parar na altura do pescoço. Não adiantaram as tentativas de arrumar a roupa, e ela correu para o primeiro táxi que viu passar. “Tive meu momento de Marilyn Monroe”, disse ela, referindo-se à famosa cena de “O Pecado Mora ao Lado”. Um dia depois do ocorrido, Maria Helena precisou voltar à estação. Mas, desta vez, foi prevenida. “Hoje eu coloquei uma meia-calça por baixo do vestido”, comenta. “Não ia pagar de novo o mesmo mico, né?”.

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Maria Helena não foi a única a passar pela situação embaraçosa na saída da estação. Todos os dias, mulheres desprevenidas andam pela saída de ar e acabam passando vergonha. É o que conta o taxista Luiz Gomes, que trabalha em um ponto bem próximo à estação. “É forte demais, a saia vai lá no pescoço”, diz. “Todo dia eu vejo muita calcinha”. Ele conta também que há quem passe pelo vento de propósito, especialmente as crianças. “A molecada gosta de brincar com o ar”, acredita. “Mas, pela cara que fazem, as mulheres  não gostam, não.”

A assessoria de imprensa do Metrô explica que a saída de ar é necessária por causa do chamado efeito pistão. Em túneis de diâmetro menor, por onde só passa um trem (como é o caso da estação Faria Lima), são construídas essas saídas para que o ar movimentado pela chegada e pela saída dos trens se desloque. Quem passa por ali com frequência já aprendeu que não é muito aconselhável atravessar as grades usando saia ou vestido. Para as desavisadas como Maria Helena, no entanto, não há nenhum tipo de aviso. Segundo a assessoria do Metrô, até hoje, nenhuma usuária registrou uma reclamação ou sugestão sobre o assunto. Por isso, o Metrô orienta que a passageira que se sentir constrangida faça uma manifestação oficial para que, só então, possa ser iniciada uma análise do pedido por sinalização. O telefone da central de atendimento do Metrô é o 0800-7707722.

(Com colaboração e foto de Karina Trevizan/AE)

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