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O Azulejo Pernambucano está de volta. O chef recifense André Palma, 45 anos, dá os últimos retoques para a reabertura do restaurante num bonito casarão da década de 1940 na Rua Caraíbas, 871, em Perdizes, pintado agora de azul e branco. A casa funcionou entre 2010 e 2012 nos fundos de uma escola de yoga, na Alameda Franca, nos Jardins. Apesar de todos os elogios que recebeu, o Azulejo tinha dois graves problemas: era muito escondido e muito pequeno. Em Perdizes, isso será resolvido. “No começo, a casa foi pensada apenas para servir café e bolo de rolo”, lembra. “Mas ela cresceu e o espaço não era suficiente para atender a demanda”.

A inauguração está marcada para 11 de setembro, atendendo sugestão da numerologia. O casarão em que o Azulejo Pernambucano será instalado estava fechado desde 2014. O inquilino anterior foi uma loja de brinquedos educativos, aproveitando a proximidade com uma escola particular.  Nos últimos cinco anos, Palma, que também é administrador e designer de interiores, atuou como chef executivo na abertura de cinco restaurantes no eixo Recife-São Paulo. Mas o sonho de voltar a ter seu próprio negócio não saía da cabeça.

Palma terá como sócia na nova empreitada a sommelier Renata Quirino, que está elaborando uma carta de vinhos com rótulos de países que fizeram a colonização de Pernambuco. O restaurante – agora com 70 lugares – continuará apresentando o que ele chama de “culinária de raiz pernambucana”. Tanto que Palma está no momento em seu Estado natal fazendo compras. “Serei fiel a receitas de 300, 400 anos atrás”, afirma. “A maior parte dos ingredientes virá de Recife e de cidades do interior. Quero levantar a bandeira do meu Estado, que tanta importância tem na construção da culinária deste país”.

A Azulejo Pernambucano servirá almoços executivos de segunda a sexta. Abrirá para jantar de quarta a sábado. Domingo, só almoço, com horário estendido. O famoso brunch servido na Alameda Franca estará de volta nos finais de semana. Terá um novo nome – Casa Grande e Senzala – e Palma promete que a mesa de doces será bem mais recheada.

Sobre o nome: em Pernambuco, cobrir fachadas das casas com azulejos era sinal de prosperidade.

Atualização: o restaurante abriu as portas no dia 18/09, e não em 11/09, como estava previsto.

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