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“Sempre me perguntam se a minha dança é religiosa, se homenageia orixás”, afirma Fanta Konatê, cantora e dançarina nascida na Costa do Marfim e criada na Guiné, país africano de colonização francesa. “Neste tipo de dança, cada movimento tem um significado místico, enquanto a minha dança é de festividades e comemorações”. Ela vive há dez anos em São Paulo e  dá aulas de dança africana numa academia no bairro de Moema.

dança africana

Fanta veio ao Brasil quando conheceu o músico Luis Kinugawa, fundador do instituto África Viva. Enquanto visitava a Guiné, Kinugawa ficou hospedado na casa da cantora, que é filha do percussionista Famoudou Konatê. Eles se apaixonaram e hoje são pais de um menino chamado Rodrigo.

As aulas de Fanta são mais procuradas por mulheres que querem conhecer mais sobre a cultura africana. “Aqui no Brasil, as mulheres têm menos vergonha para dançar do que os homens”, afirma, em português fluente. Existem danças para diversas ocasiões, como para homenagear guerreiros. Mas para a professora, os movimentos mais importantes são os que comemoram o plantio: “A alimentação é a raiz de um povo, por isso é essencial”, diz.

Toda quinta-feira, às 19h30, Fanta ensina seus passos de dança na escola Studio Dança Mundi.

Serviço:
Av. Ibirapuera, 3.239, Moema, 9671-1477.

(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)

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