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O alfaiate Maurício Messias, 52 anos, se tornou especialista em gravatas meio por acaso em 1983. Numa daquelas mudanças da moda, as peças se estreitaram e os clientes vieram recorrer a ele para não ter que comprar novas. Além dos serviços tradicionais, a sua Alfaiataria Italiana passou a oferecer personalização de gravatas. “Os noivos me procuram bastante porque querem presentear os padrinhos e fazem pedidos de 8 a 12 unidades”, diz. Há também aquelas pessoas que não encontram o modelo desejado nas lojas. “São fregueses mais excêntricos, que gostam de usar  borboletas coloridas, ou gente muito alta, que não acha o caimento certo”. A peça mais inusitada que o alfaiate fez foi para ele mesmo. “Usei o mesmo tecido que havia utilizado em uma calça”, diverte-se. “Acho que ninguém tem uma calça e uma gravata da mesma cor”. O serviço de personalização custa em média R$250.

Maurício aprendeu o ofício com o pai, também alfaiate, em sua terra natal, Iepê, a 525 km de São Paulo. Ele chegou na capital em 1970.  Maurício repassa os ensinamentos num curso que é ministrado dentro da própria alfaiataria. As turmas são compostas por estudantes de Moda; recém-aposentados, que querem começar um novo negócio; e também pessoas que utilizam a costura como forma de terapia. São cursos de alfaiataria masculina, feminina, confecção de gravatas, calças e camisas. Eles têm duração de um mês, com uma aula por semana (nas noites de terças ou nas manhãs de sábado). O valor é R$650.

Serviço:

Alfaiataria Italiana

Rua Augusta, 192, sobreloja, Jardins, 3064-1399

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Clayton de Souza/Estadão)

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