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Algumas regiões do Brasil comemoraram ontem o Dia da Árvore. Em São Paulo, que tem cerca de 6 mil praças, uma das mais famosas é a Praça da Árvore, que fica entre a rua General Serra Martins e as avenidas Jabaquara e Bosque da Saúde. No século 19, existia na região um grande bosque, que era utilizado para descanso e lazer da população. Pelo clima saudável, o lugar recebeu o nome de Bosque da Saúde. Mais tarde, construiu-se ali uma antiga estação de trem que deu origem à praça, chamada de “Praça da Árvore”, em referência ao bosque.

praça

Reprodução

Mas existe uma curiosidade por trás desse nome. Nos arquivos da Secretaria de Habitação da Prefeitura de São Paulo, não há nenhum decreto de denominação oficial da praça. “Praça da Árvore”, portanto, é apenas seu nome popular. Vale lembrar que isso não significa que o nome não seja aceito. Afinal, há placas e indicações em mapas com o nome “Praça da Árvore”.

Bem, já que o tal decreto não existe, qualquer vereador poderia elaborar um projeto de lei para homenagear um amigo ou um correligionário batizando a praça com seu nome? Não. De acordo com a legislação municipal que cuida da denominação e alteração dos nomes de vias, a Praça da Árvore é um caso de “denominação consagrada tradicionalmente”. Por isso, não pode ser aceita qualquer denominação diferente do nome consagrado.

É na Praça da Árvore que fica a estação de metrô de mesmo nome. Foi uma das primeiras a ser inaugurada, no dia 14 de setembro de 1974. A estação, que faz parte da Linha 1 (azul), tem 6.225 m² e capacidade para 20 mil passageiros por hora. É a segunda menos movimentada da linha azul, com 23.163 por dia (média do mês de agosto). Perde apenas para a estação São Judas, com 22.212 passageiros.

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Saída da estação Praça da Árvore do metrô. (Foto: Sebastião Moreira/AE)

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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