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O São Paulo para Curiosos já contou essa história aqui nos mínimos detalhes . A lanchonete Zé do Hamburger tinha duas unidades. Cada uma de um lado da Avenida Sumaré. Depois de sete anos, os sócios José Rodolfo Silvério e Celso Ribeiro resolveram se separar em julho do ano passado. José Rodolfo escolheu a unidade mais antiga, na Rua Caiubi, enquanto Celso ficou com o nome e a maior unidade, na Rua Itapicuru. Um dos motivos da separação foi que Celso queria abrir mais casas e expandir a marca, ideia que não agradava José Rodolfo. Só que, nos últimos meses, a chapa esquentou: a expansão planejada por Celso começou com uma nova unidade a apenas 700 metros da lanchonete de José Rodolfo, agora rebatizada de Mito.

Zé

Motivo da discórdia: a  lanchonete Zé do Hamburger abriu há quatro meses uma nova unidade na rua Apinajés,…

2006

… com a mesma cara da unidade inaugurada em 2008, na Rua Caiubi, agora rebatizada de Mito e que ficou com outro sócio.

...a apenas 700 metros de distância.

Uma fica a apenas 700 metros de distância da outra

A nova unidade do Zé do Hamburger funciona há quatro meses e atende principalmente o sistema delivery, embora tenha mesas no mezzanino. É o mesmo tamanho que tinha a primeira unidade da Zé do Hamburger, quando foi inaugurada em 2008. Tem também o mesmo toldo vermelho e branco e até uma bomba de gasolina antiga. “Soube da inauguração do delivery do Zé do Hamburger pelos meus clientes, que ficaram até mais sentidos do que eu”, afirma José Rodolfo. “Se foi uma provocação, eu não posso afirmar. Mas também não descarto essa possibilidade por causa de tudo que já passamos”.

O número de telefone que atendia os pedidos da Zé do Hamburger está com a Mito e sobre isso José está contente: “Quando a sociedade ainda existia, recebíamos uma média de 200 pedidos para entrega nos finais de semana e, atualmente, fazemos 170. Isso significa que o rendimento caiu apenas 15%. Mesmo com todo o esforço de marketing da Mito, o nome Zé do Hamburger é mais conhecido”.

Procurado pelo blog, Celso não atendeu aos pedidos de entrevista. Ele já havia feito o mesmo na reportagem anterior. Escalado para falar em nome do Zé do Hamburger, o gerente administrativo Bruno Kobayashi pediu as perguntas por e-mail e também não deu retorno. Pelo telefone, no dia seguinte, Bruno disse que achou as “perguntas muito estranhas” e se recusou até mesmo a dizer a data de inauguração da casa.

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